Uma mãe solo com filho atípico denunciou ter sido vítima de assédio eleitoral, dias após o 2º turno das eleições presidenciais deste domingo (25). A prestadora de serviços realizava atendimentos freelancer e acusa o bar Bodega, situado na avenida Conselheiro Furtado, no bairro da Cremação, em Belém, da situação.O encerramento do vínculo teria partido de um dos gestores do estabelecimento, que associou a decisão ao resultado das urnas.Leia também:Vereadora de Belém é processada por defender demissão de eleitores de LulaMP Eleitoral pede inelegibilidade de Daniel Santos e aliados por abuso de poderEm um print de um aplicativo de mensagens, é possível ver a suposta conversa entre a trabalhadora e o acusado, quando ela entrou em contato com o empresário para saber se deveria comparecer ao bar. A conversa teria ocorrido nesta terça-feira (27).A resposta encerrou qualquer dúvida sobre as razões do rompimento. Segundo o registro, o proprietário disse: "Não, o Lula vai ajudar você. Ele não gosta de micro empresário." A declaração deixou explícita a insatisfação do dono com o candidato eleito.Já em áudios, ele volta a afirmar que o presidente reeleito não gosta de microempresários e que o jeito agora seria a trabalhadora dispensada viver de auxílios do governo, além de alegar que outra "solução" seria traficar ou roubar.Posicionamento político já havia sido investigadoAntes do resultado eleitoral, o empresário já havia questionado a prestadora sobre suas preferências políticas em uma conversa anterior. Apesar disso, o trabalho prosseguiu normalmente até o fechamento das urnas. Somente após a confirmação da vitória petista, o proprietário decidiu interromper a relação de trabalho.O que configura dispensa por motivo político?Especialistas em direito do trabalho apontam que a rescisão motivada por orientação política pode caracterizar prática discriminatória. Os elementos que tipicamente compõem esse cenário são:Investigação prévia sobre preferências eleitorais do trabalhador;Encerramento do vínculo imediatamente após o resultado das eleições;Declaração explícita do empregador vinculando a decisão ao contexto político.O caso da trabalhadora belenense reúne os três elementos.Quer receber mais notícias do Pará e do Brasil? Acesse o canal do DOL no WhatsApp!A equipe do DOL entrou em contato com o estabelecimento para pedir esclarecimentos sobre a situação, junto com um posicionamento oficial sobre a denúncia e aguarda o retorno.Veja a denúncia completa:
Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Alma Preta Jornalismo (@almapretajornalismo)
Fonte original: https://dol.com.br/noticias/para/966823/bar-de-belem-teria-demitido-mulher-apos-eleicoes-vai-traficar-ou-vai-roubar-ouca




