A manhã desta sexta-feira (30) teve um encontro especial no Grupo RBA. Em meio à preparação do Clube do Remo para os últimos compromissos da Série A do Campeonato Brasileiro, o técnico Thiago Carpini visitou a sede do grupo e conversou com exclusividade com a reportagem do DOL.Entre uma análise sobre o momento da equipe e as expectativas para a sequência da competição, o treinador deixou uma mensagem que ajuda a entender o estágio atual do trabalho: ainda há muito a fazer, mas o Remo começa a encontrar caminhos para competir.Conteúdo Relacionado:Remo: CBF detalha jogos válidos pelas rodadas 35 e 36 da Série APalmeiras x Remo: preço e como comprar ingressos de visitantesAdversários do Remo vivem fases distintas na reta final do BrasileirãoA vitória por 2 a 1 sobre o Botafogo, na última quarta-feira (28), representou mais do que três pontos. Depois de uma longa sequência sem vencer, o resultado trouxe um alívio emocional para um elenco que já vinha demonstrando sinais de evolução antes mesmo de ser premiado com o triunfo."Feliz! Como eu disse no pós-jogo, em relação à tabela, é uma vitória que não muda muito a condição do Remo, por todo o histórico e retrospecto anterior. Mas, na questão emocional, no aspecto anímico, pelo que os atletas vinham apresentando nos últimos jogos, acho que eles já mereciam essa vitória. Por esse lado, foi um resultado fundamental e, sem dúvidas, traz confiança para essa sequência final, de um time que está se organizando a cada jogo", destacou.
O resultado veio, mas o trabalho continuaA fala de Carpini revela uma preocupação que vai além da comemoração. O treinador sabe que uma vitória isolada não apaga o caminho percorrido até aqui, tampouco resolve a situação do Remo na tabela. O que ela pode fazer, porém, é devolver confiança a um grupo que precisa acreditar na própria capacidade de reação.E o próximo desafio não oferece muito espaço para acomodação. O Filho da Glória e do Triunfo terá pela frente o Palmeiras, em São Paulo, adversário que Carpini fez questão de contextualizar pelo momento e pela trajetória recente no futebol brasileiro."Jogo difícil. É uma das melhores equipes do país nos últimos anos, não apenas neste. É candidata ao título, está na semifinal da Copa do Brasil e na final da Libertadores. Então, sabemos que será um jogo muito difícil, ainda mais por ser na casa deles. Mas, como estamos falando, é jogo a jogo: buscar preparar bem o nosso comportamento para as partidas e tentar neutralizar ao máximo a equipe adversária. Precisamos seguir evoluindo como equipe. Isso é o principal", ressaltou.A estratégia, portanto, passa por respeitar o adversário sem deixar de olhar para aquilo que o próprio Remo precisa construir. Carpini não fala em fórmulas mágicas ou promessas de resultado. Prefere insistir na evolução coletiva, na preparação de cada partida e na capacidade de competir diante de equipes de diferentes níveis.
2027 pode esperar: a prioridade é manter o Remo na Série ACom o calendário se aproximando do fim, é natural que as conversas sobre planejamento e futuro comecem a ganhar espaço. No entanto, quando questionado sobre a próxima temporada, Carpini foi direto: ainda não há nada definido e o momento não permite desviar o foco da luta pela permanência."Não temos nada ainda para 2027. Acho que nem é o momento de pensar nisso. Precisamos viver o jogo a jogo. Enquanto tivermos o mínimo de chances e expectativas de seguir na Série A, vamos lutar por isso. O mais importante é o Remo, é o que vem sendo construído. Eu nem penso sobre isso (2027). Claro que a evolução vem acontecendo, não graças à minha chegada, mas pela maneira como os atletas me receberam e assimilaram as ideias de jogo. Acho que, contra Grêmio, Vasco, Red Bull e o próprio Cruzeiro, apesar da derrota, tivemos grandes jogos. Agora fomos premiados com a vitória", pontuou.
Ao citar os jogos contra Grêmio, Vasco, Red Bull Bragantino e Cruzeiro, o treinador procurou destacar que a transformação da equipe não começou necessariamente com o resultado positivo diante do Botafogo.Na visão dele, havia sinais de competitividade e assimilação das ideias de jogo que ainda não tinham sido acompanhados pela pontuação desejada.A vitória, nesse contexto, aparece como uma recompensa pelo processo, mas não como ponto de chegada. O discurso mantém o foco no presente e coloca a instituição acima de qualquer perspectiva individual.
A torcida como parte da missãoSe existe um elemento que Carpini considera decisivo para o que resta da campanha, é a arquibancada. O treinador reconhece que a torcida azulina tem uma dimensão que ultrapassa o resultado de uma partida e entende que a reta final também é uma oportunidade de mostrar essa força para todo o país."O torcedor é o diferencial. Ele pode e deve entender isso nesta reta final, independentemente das nossas circunstâncias na tabela. Eu falo muito da expectativa que foi criada e da realidade que a gente vive. Foram mais de 30 anos longe da elite, então creio que eles precisam desfrutar desse momento, jogo a jogo, e mostrar, em nível nacional, a grandeza da nossa torcida e a grandeza do Remo no Mangueirão", concluiu.A fala tem um significado especial para um clube que voltou à elite depois de mais de três décadas. Mesmo diante das dificuldades na classificação, Carpini enxerga a presença do torcedor como um componente importante para sustentar a equipe nos últimos compromissos.Acesse para mais notícias do Leão AzulA missão é difícil, e o treinador não tenta esconder isso. Mas, entre a pressão da tabela, a necessidade de pontuar e a construção de uma identidade dentro de campo, a mensagem é clara: o Remo ainda tem uma história para escrever nesta Série A. E pretende lutar por ela até o fim!
Fonte original: http://dol.com.br/esporte/remo/966963/carpini-abre-o-jogo-sobre-remo-permanencia-e-o-que-vem-pela-frente




