A integração entre instituições e o compartilhamento de informações estão entre as principais estratégias para combater organizações criminosas na Amazônia. Pensando nisso, representantes dos Ministérios Públicos estaduais e federal estiveram reunidos, nos dias 15 e 16 de outubro, em Belém, para discutir os desafios e as possibilidades de atuação conjunta contra grupos criminosos que operam na rota Rio Negro-Solimões.Promovida pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), a reunião de trabalho, intitulada "Experiências e Desafios no Enfrentamento às Organizações Criminosas Ultraviolentas Atuantes na Rota Rio Negro-Solimões", faz parte do calendário de atividades do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), vinculado ao Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG). A iniciativa teve o apoio do Centro Integrado de Investigação (CI/MPPA).Conteúdos relacionados: Carreta pega fogo e gados transportados morrem no ParáPRF e PM apreendem 44 tabletes de drogas em Capanema, no ParáPará vai ganhar 4 novas áreas industriais; veja ondeO encontro contou com a presença do presidente do GNCOC, Romão Ávila Milhan Júnior, procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul, e integrantes dos Ministérios Públicos dos estados que compõem a Amazônia Legal, além de representantes do Ceará, de Mato Grosso do Sul e do Ministério Público Federal (MPF).Ao longo dos dois dias de programação, os participantes analisaram diferentes perspectivas estaduais e federais sobre a investigação e a repressão ao crime organizado. Entre os temas discutidos estiveram as estratégias de atuação institucional, o uso da inteligência, a análise de informações e a integração entre unidades especializadas.A reunião teve como foco a troca de experiências e a identificação de desafios enfrentados durante as investigações, buscando ampliar a cooperação entre as instituições responsáveis pelo combate às organizações criminosas.Quer receber notícias direto no celular? Acesse nosso canal no WhatsApp!Para as autoridades, a articulação é considerada especialmente relevante diante das características territoriais e operacionais da Amazônia, que impõem desafios específicos às ações de investigação e repressão. 

Fonte original: https://dol.com.br/noticias/para/965961/encontro-em-belem-discute-combate-ao-crime-na-rota-rio-negro-solimoes