O Hospital HSM, em Belém, alcançou a marca de 100 transplantes de medula óssea realizados. A unidade é a única da Região Norte a oferecer as modalidades autóloga e alogênica do procedimento, ampliando as possibilidades de tratamento especializado para pacientes que precisam desse tipo de assistência.Entre as pessoas atendidas está Gabriel Barbosa, de 21 anos, que veio de Roraima após receber o diagnóstico de linfoma. O jovem passou pelo transplante neste mês e destacou a segurança que sentiu durante o tratamento na capital paraense.“Tô me sentindo bem, sentindo tranquilo. A equipe do hospital é uma equipe profissional, né? Dá para ver neles que eles têm todo um carinho com os pacientes e isso passa uma segurança, uma tranquilidade para nós”, relatou Gabriel.
Como funciona o transplante de medula óssea?O transplante de medula óssea é utilizado no tratamento de determinadas doenças hematológicas e pode ser realizado em diferentes modalidades. No procedimento autólogo, como o realizado em Gabriel, são utilizadas as próprias células-tronco do paciente, que são coletadas e armazenadas previamente para serem reinfundidas após uma etapa de quimioterapia.Segundo o médico hematologista João Saraiva, essa modalidade é indicada principalmente para casos de mieloma múltiplo e alguns tipos de linfoma.“O paciente é o seu próprio doador. Ele é específico para doenças hematológicas, principalmente como mieloma múltiplo e alguns tipos de linfoma”, explicou o especialista.
O hematologista acrescentou que o procedimento pode funcionar como uma etapa de consolidação do tratamento. “Ele funciona como se fosse uma consolidação, uma confirmação de uma quimioterapia para que o paciente, com isso, consiga alcançar a remissão da doença e, eventualmente, a cura”, afirmou.Na modalidade alogênica, por sua vez, as células utilizadas no transplante vêm de um doador. A indicação depende das características da doença e da avaliação médica.
Tratamento especializado na Região NorteA realização de transplantes de medula óssea em Belém representa uma alternativa para pacientes da Região Norte que precisam de procedimentos de alta complexidade. A oferta local permite que pessoas de diferentes estados busquem tratamento na região, sem necessariamente precisar se deslocar para outras partes do país.A médica hematologista Ana Luísa destacou a importância de disponibilizar esse tipo de assistência regionalmente.“Conseguir trazer um serviço de alta complexidade como transplante de medula óssea, executar na nossa região e disponibilizar isso para o paciente daqui, sem a necessidade de ele ter que sair, realmente é um divisor de águas para todo paciente que procura tratamento, independentemente da patologia”, declarou ela.
Estrutura e equipe especializadaA implantação do serviço exigiu a formação de uma equipe especializada e a incorporação de equipamentos de alta tecnologia. De acordo com o diretor técnico Eurico Rodrigues, a estrutura foi desenvolvida para viabilizar os procedimentos e oferecer assistência aos pacientes.“Foi um desafio montar o serviço muito especializado, trazendo médicos de fora, como o Dr. Saraiva, e com vários aparelhos complexos de alta tecnologia que permitiram que a gente retornasse à saúde a 100 pacientes hoje”, afirmou ele.O transplante de medula óssea exige a atuação integrada de profissionais de diferentes áreas, desde a preparação do paciente até o acompanhamento posterior. Esse cuidado é necessário para monitorar a recuperação e dar suporte ao paciente durante as etapas do tratamento.
A marca de 100 procedimentos realizados pelo HSM reforça a presença de um serviço especializado em Belém e a possibilidade de atendimento a pacientes de diferentes estados da Região Norte, como Gabriel, que encontrou na capital paraense uma alternativa para seguir o tratamento contra o linfoma.Veja o vídeo:
Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por DOL - Diário Online (@doldiarioonline)
Fonte original: https://dol.com.br/noticias/para/966254/hsm-realiza-centesimo-transplante-de-medula-ossea-da-regiao-norte




