Uma operação internacional de busca tenta localizar 11 pessoas desaparecidas após o naufrágio de uma embarcação na costa da Baixa Califórnia, no México. O acidente ocorreu na madrugada da última sexta-feira (16/10), a cerca de 225 quilômetros de Ensenada, e mobilizou equipes mexicanas e norte-americanas. Entre os 16 sobreviventes resgatados, vários teriam sofrido ataques de tubarões enquanto aguardavam socorro em alto-mar.Segundo informações da Guarda Costeira dos Estados Unidos, o pedido de emergência foi registrado por volta da 1h da manhã de sexta-feira. As primeiras equipes chegaram à região aproximadamente duas horas depois, mas encontraram a embarcação completamente submersa e apenas destroços espalhados pela água.CONTEÚDO RELACIONADOIdoso morre após ataque de jacaré de 3,6 metros na FlóridaAtirador mata professora e crianças de 5, 8 e 11 anos em escola nos EUAManifestante perde a mão e 400 são detidos em protesto na FrançaSobreviventes estão em condições críticas de saúdeOs 16 sobreviventes foram identificados pelo Consulado do México em San Diego como cidadãos mexicanos. Eles apresentavam condições de saúde consideradas críticas, segundo as informações divulgadas após o resgate.Quer mais notícias internacionais? Acesse o canal do DOL no WhatsApp.O relato de ataques de tubarões durante a espera por ajuda aumenta a gravidade do episódio, enquanto as equipes continuam procurando os desaparecidos.Operação mobiliza aeronaves e embarcaçõesA busca pelos 11 desaparecidos entrou no quarto dia nesta segunda-feira (19/10). A Marinha mexicana e a Guarda Costeira dos Estados Unidos empregam helicópteros, aviões, lanchas rápidas e um navio de combate para vasculhar a área do naufrágio.Além das dificuldades impostas pela extensão da região marítima, a presença de predadores representa um risco adicional para as operações. Até o momento descrito pelas autoridades, não havia confirmação sobre o paradeiro das pessoas desaparecidas.A Guarda Costeira norte-americana ressaltou à agência Associated Press que suas equipes atuam também em águas internacionais. A oficial Charlie Valor afirmou que a instituição mantém recursos disponíveis para prestar assistência em situações de emergência no mar.Causas do naufrágio ainda são desconhecidasA investigação enfrenta dificuldades porque a embarcação já estava submersa quando os primeiros socorristas chegaram. Em entrevista ao jornal The New York Times, uma representante da Guarda Costeira explicou que a ausência do casco na superfície impede uma avaliação imediata das circunstâncias do acidente.Segundo o relato, as equipes encontraram somente destroços, sem condições de examinar diretamente a embarcação para determinar o que provocou o afundamento.Autoridades apuram possível tráfico de pessoasO caso também passou a ser investigado pela agência norte-americana de fiscalização de fronteiras, a Customs and Border Protection (CBP). Os agentes federais deverão entrevistar os sobreviventes que se recuperam em San Diego para verificar se o episódio tem relação com redes de tráfico humano.A área do naufrágio, embora esteja fora das águas territoriais dos Estados Unidos, é apontada como uma rota utilizada por contrabandistas para transportar imigrantes em direção ao território norte-americano.Dependendo do resultado das apurações e da eventual condição de testemunhas ou vítimas de crimes transnacionais, os sobreviventes poderão receber autorizações humanitárias temporárias para permanecer nos Estados Unidos.Enquanto as investigações avançam, as equipes de resgate seguem mobilizadas para localizar os 11 desaparecidos e esclarecer as circunstâncias da tragédia.
Fonte original: https://dol.com.br/noticias/mundo-noticias/965960/tubaroes-atacam-sobreviventes-de-naufragio-11-estao-desaparecidos




